A ansiedade é saudável. Sentir-se ansioso pode ser muito importante, e algumas vezes, fundamental para o nosso sucesso. Quem estudaria se não estivesse com medo de rodar? A ansiedade em níveis normais nos ajuda a aprender, aumenta nossa concentração, nossa potência. É a ansiedade normal que os animais sentem quando estão ameaçados, e consequentemente se preparam para lutar ou fugir. O corpo responde moderadamente a fim de aumentar seu rendimento. Contudo, mais uma vez, nem sempre é assim. Às vezes sentimos ansiedade sem motivo, ou existe um motivo, mas a ansiedade é desproporcionalmente exagerada. Ela, a ansiedade, não contribui. Atrapalha. Faz o coração bater forte, suarmos, tremermos. Deixamos de fazer coisas, pois nos sentimos mal. É o que poderia se considerar como uma ansiedade patológica.
Esta ansiedade patológica está dentro de um grande grupo de transtornos, chamados Transtornos de Ansiedade. Estes, manifestam-se de várias formas, sendo que cada tipo tem uma designação específica dentro da psiquiatria. Quando são ataques súbitos, de início rápido, com muitos sintomas físicos e pensamentos catastróficos, chamamos de pânico. Quando a ansiedade se manifesta apenas em situações em que temos que nos expor socialmente, isto é, falar ou comer em público, parar numa fila, assinar um cheque, chamamos de ansiedade social. Também pode ser uma ansiedade constante, que nos faz nos sentir como uma corda de violão esticada: reagindo a qualquer coisa, brigando, passando mal. É o que chamamos de ansiedade generalizada. E assim por diante. Porque todas estas divisões? Porque especificar cada tipo? Bem, é muito importante o diagnóstico adequado e preciso do que realmente iremos tratar, pois os tratamentos variam enormemente e são específicos para cada uma das ansiedades. Não se trata uma ansiedade social da mesma forma que uma síndrome do pânico. Assim, em primeiro lugar, precisamos fazer uma avaliação completa da pessoa que nos procura por ajuda, determinando com a maior exatidão possível o que ela sente e qual é o seu problema, para aí então falarmos de tratamento. Atualmente contamos com muitos recursos terapêuticos ao nosso alcance. Existem vários tipos de terapia, cada uma delas voltada mais especificamente a um tipo de transtorno; além de um arsenal considerável de medicações, cada vez mais eficazes, com menos efeitos colaterais e riscos.
