O tratamento da depressão mudou completamente após a descoberta dos antidepressivos. Os mais antigos, como, por exemplo, a amitriptilina e o tofranil, são muito eficazes, mas apresentam, porém, vários efeitos indesejáveis que podem limitar o seu uso. Os antidepressivos mais modernos, além de um resultado semelhante aos anteriores no tratamento dos sintomas depressivos, têm menos efeitos colaterais. A maioria deles fazem parte de 3 grandes grupos: os Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina, chamados IRSS, os Inibidores de Recaptação de Serotonina e Noradrenalina, chamados de duais, e os que agem predominantemente bloqueando a recaptação de dopamina. A escolha de qual deles será utilizado dependerá do tipo de sintomas e da história do paciente. Às vezes, pode-se associar mais de um tipo para se obter uma melhor resposta. Como os efeitos antidepressivos dependem de uma adaptação do cérebro ao efeito da medicação, pode levar de 1 a 4 semanas para se perceber alguma resposta. Uma vez obtida remissão dos sintomas, a medicação não deve ser retirada antes de um ano a fim de diminuir os riscos de recaída. No caso da depressão já ser de longa data, com vários períodos de melhora e piora, pode ser necessário o uso para toda a vida. Até o momento, não existe nenhum trabalho que tenha comprovado qualquer efeito adverso ou negativo com o uso continuado destes fármacos.
