Esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença mental bastante grave. Costuma aparecer no final da adolescência ou início da vida adulta, porém acomete também crianças e mais raramente idosos. Em alguns casos, o fator desencadeante do início dos sintomas é o uso de drogas. A esquizofrenia se caracteriza pelo comprometimento de vários aspectos da pessoa: humor, pensamento, senso-percepção e consequentemente seu comportamento. A variabilidade de humor que costuma aparecer principalmente na fase inicial da doença, pode levar a um diagnóstico inicial de transtorno de humor. Contudo, com o passar do tempo, observa-se o comprometimento do pensamento, com o aparecimento de idéias persecutórias, como estar sendo perseguido, vigiado, enganado, etc. A isso se soma a interpretação distorcida da realidade juntamente com alucinações auditivas e/ou visuais (ver e/ou ouvir coisas que não existem). Estes sintomas acarretam num comportamento estranho, com evitação do contato com outras pessoas, medos irracionais, às vezes agressividade ou mudanças bruscas de humor. Uma vez que tanto o pensamento quanto a senso-percepção e o humor estão alterados, a apresentação clínica da esquizofrenia é bastante variada. Assim, o acompanhamento do doente por um período mais longo de tempo é necessário para a certeza diagnóstica. O tratamento se baseia no uso de medicações, usualmente mais de um tipo. Mesmo com a melhora, sintomas residuais normalmente permanecem, dificultando o convívio social e a vida profissional.

Placebo

Placebo é o termo comumente usado na medicina para descrever o efeito terapêutico de uma substância que é inócua, que não tem nenhuma ação no organismo. Em outras palavras, é a melhora dos sintomas obtida após a ingestão de uma substância sem qualquer efeito, mas cujo paciente acredita ser um medicamento. Esta resposta terapêutica com o uso do placebo aparece quando se testa qualquer medicação para tratamento de qualquer doença. A melhora com uso de placebo advém da confiança e crença do paciente no tratamento recebido, independente do que lhe foi receitado. Assim, mesmo quando se prescreve uma medicação ativa, conhecida pelos seus efeitos no organismo, a resposta a ela será maior ou menor dependendo do quanto o efeito placebo existirá.  Grande parte da melhora será devido à ação do fármaco em si, mas uma parte considerável da melhora pode depender do efeito placebo. Quanto maior o componente emocional para a causa e/ou manutenção da doença, maior poderá ser ação deste efeito. Por isto, uma boa relação com o médico que prescreve a medicação somada à confiança de que o tratamento será efetivo, maior a possibilidade de um bom resultado.

O hábito de fumar

A nicotina  é a substância  que desenvolve a dependência ao cigarro, isto é, por causa da nicotina ocorre uma necessidade compulsiva por cigarro.  A medida que se estabelece  esta dependência, o hábito de fumar  envolve também várias associações; por exemplo, fumar bebendo um cafezinho. Estas associações,  conforme vão se repetindo, se tornam  hábitos quase inseparáveis. Assim várias outras associações se estabelecem com o passar do tempo, transformando o cigarro num companheiro fiel. Devemos também  enfatizar um outro aspecto do tabagismo: a dependência psicológica. Lentamente o fumante vai dando ao cigarro um sentido ou função em determinadas situações ou momentos. Por exemplo, como forma de aliviar o estresse, relaxar,  sentir-se menos só, estimular a criatividade e assim por diante. Esta função dada ao cigarro adquire um caráter, em alguns casos, muito importante podendo acarretar num grande sentimento de perda ou falta quando da cessação do hábito.

Por tudo isto fica fácil compreender porque é tão frequente as pessoas quererem e não quererem parar de fumar. É a ambivalência. É a luta entre o conhecimento da necessidade de parar, a consciência dos males físicos que causa o cigarro e a vontade também de continuar, não perder o companheiro, o auxílio, e até a rotina já estabelecida. Além disto, ao suspender o uso do cigarro, desencadeia-se a síndrome de abstinência. Uma vez que a nicotina aspirada na fumaça do cigarro, vai ao cérebro e cria uma dependência física, isto é, o cérebro se acostuma a ter esta nicotina no seu funcionamento, a sua retirada pode causar diversos sintomas. Estes variam muito de pessoa para pessoa e também conforme o número de cigarros fumados ao dia.  O sintoma mais comum é o desejo compulsivo por fumar. Este vai diminuindo após alguns dias e tende a desaparecer em aproximadamente duas semanas. Outros sintomas comuns são a tensão, irritabilidade, tonturas, insônia, dificuldade de concentração. Entretanto é importante salientar que frequentemente não se observam sintomas de abstinência após a cessação, porém o desejo e a vontade de acender um cigarro pode durar muitos meses, às vezes, anos.

Por tudo isto, cessar o consumo de cigarro irá requerer um grande esforço e muitas vezes a necessidade de apoio psicoterápico e medicamentoso.